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Por que se reunir para investirmos juntos em negócios de impacto faz (bastante) sentido?

A Paula, fundadora da É Circular, sempre compartilha com a gente a preocupação com o tempo das pessoas. Eu acho essa preocupação super válida, se levarmos em conta que a globalização, ao mesmo tempo que encurtou distâncias, aumentou e complexificou demandas e deixou a gente confuso, apavorado, e … isolados. Com isso, convivemos diariamente com caixas e mais caixas de coisas para dar conta praticamente sozinhos em dias que parecem nunca serem suficientes. A gestão das finanças e dos investimentos fica provavelmente por aí, no meio dessa bagunça. Ou seja, é algo pessoal e individual que geralmente fazemos quando resta uns minutinhos do nosso final de semana. To errada?


E aí, pensando em como estruturar serviços de investimento coletivo que não deem aquele super trabalho pra ninguém, nem ocupem um super tempo na agenda das pessoas, acabei me lembrando do sentido bastante diferente que Paulo Freire emprega para palavra “trabalho” em seus livros. Pro educador, trabalho (livre) pode ser entendido como a marca que deixamos no mundo, a forma como nos expressamos fora do corpo e nos reconhecemos. É claro que precisamos considerar que, no capitalismo, a maior parte dos vínculos empregatícios tem muito mais a ver com vender a sua força de trabalho para realizar desejos que pertencem exclusivamente ao empregador, e pouco importa os seus valores. Porém, ainda sim, quando olharmos para as nossas caixas de tarefas a serem desempenhadas (como gerir as finanças e os investimentos), podemos também vê-las como parte da construção da nossa história, das coisas que nos realizam e nos movem adiante. E tem um ponto muito importante aí: como não estamos sozinhos no mundo, faz bastante sentido que essa seja uma construção coletiva. Só que para que uma construção coletiva do mundo possa de fato acontecer, precisamos de espaços que acolham essa diversidade, espaços onde possamos compartilhar nossas aspirações e desejos futuros. E como Paulo Freire também deixou dito (ou melhor, escrito), o diálogo é, justamente, o lugar perfeito para esse encontro.


Talvez agora você entenda que, para mim, a ideia de reunir pessoas para ouvirem e compartilharem sonhos e histórias que elas gostariam de escrever (e cuidar para que tenham uma boa experiência durante essa escrita conjunta) através de um serviço de investimento coletivo em negócios de impacto ​​— não parece ser tão absurda assim. Na verdade, parece mobilizante! E nós, da É Circular - mobilizando investimentos de impacto, estamos cada vez mais ansiosas para compartilhar mais sobre essa ideia com você.



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